
Como é bom relembrar bons e velhos tempos.
Eu já ouvi muito Dire Straits. Era minha banda favorita quando tinha 14 anos. Love Over Gold e Making Movies eram os trabalhos que eu mais gostava, principalmente pelas músicas mais extensas, com diversos climas. Esses dois trabalhos não eram (e não são) os que faziam mais sucesso, Dire Straits sempre foi sinonimo de Sultans of Swing e Brother in Arms.
Há aproximadamente 20 anos atrás, ainda morando com meus pais, eu vi o comercial deste CD na televisão, fui até uma loja de discos e o comprei. Esse ritual que amo fazer até hoje, apesar de cada vez mais estar comprando pela internet.
On Every Street também não é o mais reconhecido trabalho da banda. Foi o último disco de estúdio deles e vendeu pouco. Apenas os que conhecem bem as características do Dire Straits e Mark Knopfler podem curtir esse trabalho em sua totalidade.
Este album me acompanhou durante anos, portanto não gosto muito que o critiquem. Eu fazia duetos com meu irmão (guitarra + teclado) e tocavamos alguns riffs desse CD.
Uma característica que me chamou muito a atenção na época foi o uso do steel guitar, uma guitarra elétrica deitada tocada com slide (aquele caninho de metal) por um músico sentado, adicionando um tempero country nas composições.
Alguns anos depois, morando sozinho, já muito bem equipado, retiro esse CD da estante, ao abrí-lo e ver a cor alaranjada da arte impressa no disco, muitas lembranças, momentos e flashes de anos atrás me vem a cabeça.
Ao colocar no CD Player Rega, ligado ao meu belo valvulado, descubro uma gravação de qualidade ali escondida, a supresa que este trabalho estava guardando para mim, para um futuro não muito distante, para que eu não o esquecesse jamais.

Alguns anos ainda para frente, já casado, com filho e, ainda mais equipado, passeando numa loja de CDs encontro para vender este CD solo do Mark Knopfler. Feito não só por ele, mas também por alguns de seus colegas da época anterior.
Quando ouvi esse trabalho fiquei muito feliz. É uma gravação recente, de um músico que fez parte de muitos momentos passados, todas as características de Mark Knopfler e também do legado On Every Street ainda estão lá. Se no passado tinha steel guitar com tempero country, agora temos violino com pitadas folk.

E a história se repete.
Como é bom relembrar bons e velhos tempos e como é melhor ainda viver belos e novos dias.
abraços
Leonardo



















