The Stanley Clarke Band

01/09/2013

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Este renomado baixista já apareceu aqui antes, quando falei do álbum School Days.
A ultima vez que ouvi esse álbum foi no meu som antigo, e ouvi novamente apenas agora, com aparelhagem totalmente nova.
Ele não estava na minha lista de CDs preferidos, porém após um árduo período de upgrades, acabamos descobrindo pérolas escondidas em nossa coleção. Que é o caso desse trabalho aqui relatado.
Esse cara toca muito baixo, com muito ritmo. Ele tem uma característica de usar acordes, o que é raro em baixistas e em alguns momento ele “desencana” e mete a mão mesmo. Isso causa um efeito interessante, com bastante peso. Apesar se ser um disco de jazz, o rock esta muito presente em seus arranjos.
Neste trabalho existem participações especiais de alguns músicos. Quem mais me chamou a atenção foi a japonesinha Hiromi Uehara. Essa menina sabe das coisas e quem a critica não sabe de nada. Prova disso, na musica 6 (No Mystery), facilmente reconhecida como uma composição do Chick Corea, da época do Return to Forever, cheguei a achar que ele próprio estava tocando, mas não, era ela. A musica 9 (Labyrinth), que coisa mais linda. Parei a musica no meio para ver o encarte e é uma composição da talentosa menina.

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Todas as músicas são boas, também dando destaque para a faixa 4 e 7, sendo essa última relacionada ao aquecimento global.
Esse disco tem aspectos muito variados, tanto em musicalidade quando em gravação. Diferentes tipos mixagens e toques de masterização resultam em diferentes texturas, muito agradáveis ao ouvido, saindo um pouco daquele mesmo padrão de sonoridade, explorando vários aspectos técnicos.
É um disco espetacular, um must-have para quem gosta do estilo.

abraços

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Steely Dan – Gaucho

29/10/2012

Gaucho - MOFI

Quando um certo trabalho tem alguma importância na minha coleção, eu costumo ler o texto do encarte e todos os seus detalhes, além de buscar informações adicionais na internet.

Inicialmente, a minha maior curiosidade nesse álbum, era o título “Gaucho”. Estaria relacionado com minha origem de Porto Alegre? Ou estaria mais voltado aos pampas Argentinos?

Who is the gaucho amigo
Why is he standing
In your spangled leather poncho
Bodacious cowboys

De acordo com esse trecho da letra fica claro que são os gaúchos, sejam argentinos ou nosso bagual rio grandense de bombacha.

Gaucho

A única coisa que não consegui fazer com precisão (e muitos outros apreciadores também não) foi entender o por que de “gaucho”. Encontrei diversas interpretações e prefiro deixar como qualquer psico-criatividade dos músicos, que são livres em suas viagens, letras e significados.

Steely Dan é uma banda conhecida por não ter uma raiz forte no rock’n roll, tendo muito elementos de jazz e blues em suas composições. Além disso, o uso de tecnologia e boas técnicas de gravação é sempre obrigatório, tornando cada álbum um trabalho extremamente refinado em termos de audio.

“Gaucho” foi um tanto turbulento durante sua produção, a namorada de um dos lideres morreu de overdose. Como resultado, Becker foi processado e em seguida absolvido, porém, atropelado durante uma caminhada de volta para casa, precisando ficar meses no hospital. Donald Fagen acabou dando continuidade ao trabalho, com muitas consultas musicais por telefone ao parceiro hospitalizado.
Os próprios Donald Fagen e Walter Becker escreveram que naquela época, inicio de 1980, havia uma praga (cocaína) afetando os músicos dos arredores de Manhattan e nunca se sabia se o musico contratado seria a mesma pessoa nos dias de gravação, sendo bem difícil de atingir as perfeição musical exigida por eles.

Steely Dan

Cansados disso, resolveram utilizar cada vez mais o computador para auxilia-los, substituindo os músicos problemáticos. O único problema é que no inicio da década de 80 os micro processadores ainda estavam em ascensão. Fagen relata que muitas vezes era necessária extensa programação Assembly 8085 em hexadecimal para poucos segundos de música. Mesmo que você não saiba o que é isso, é possível imaginar quanta complexidade e busca pelo micro segundo de precisão da banda Steely Dan.
Meu primeiro release desse disco foi em vinil, comprado em algum sebo por aí por trocados.
Eu adorava a sonoridade, maciez do analógico, associado á precisão musical e ótimas composições.
Após me desfazer da vitrola, procurei a versão oficial “consumer-grade” em Compact Disc. Essa remasterização para o digital ficou extremamente aguda e inaudível. Não entendo como os perfeccionistas Donald Fagen e Walter Becker deixaram passar.

Para a minha sorte, outra versão, da MOFI (Mobile Fidelity Sound) existe com o equilíbrio exigido, porém fora de catalogo, com alto preço no eBay mas valendo cada dólar.

Adios Amigos!

Lee Ritenour – Smoke ‘n’ Mirrors (Peak/Concord)

12/06/2012

Este é o primeiro texto que escrevo depois de uma fase de atualização de equipamentos. É dificil fazer qualquer audição séria enquanto se está tentando chegar na melhor regulagem possível de uma nova configuração tri-amplificada.
Nada melhor do que começar com um dos meus melhores CDs. Se eu tivesse que fazer uma lista dos meus albums favoritos, este aqui estaria nela.
Lee Ritenour, cujo nome não é novo aqui, é também um dos meus guitarristas favoritos. Ele decidiu gravar esse disco em resultado de seus tours mundiais, com o objetivo de se tornar um trabalho no estilo World Music. Vemos claramente sua preferencia aqui pelo Brasil (já demonstrado durante sua carreira) e África. A cantora Sul Africana Zamajobe canta em algumas faixas e, em uma delas, Daniel Jobim (neto) faz um dueto com a Joyce cantando Dias Azuis com uma voz extremamente sedosa.
Além dos músicos citados acima, outros nomes de peso fazem parte desse trabalho: Richard Bona, Vinnie Colaiuta, Dave Grusin, John Patitucci, Paulinho da Costa, Brian Bromberg, dentre outros artistas.
As musicas tocadas nesse trabalho são excelentes para quem gosta de um jazz moderno, contemporâneo e com muitos toques de world music. As percussões se destacam, principalmente na faixa Povo. Dias Azuis, é cantado em portugues por Daniel Jobim e Joyce. Memenza em algum dialeto Africano pela cantora Zamajobe.
O Mr. Lee capricha muito nas composições e arranjos, com riffs muitos criativos. As duas ultimas musicas (Motherland e 4.5 Storms) parecem que foram deixadas propositadamente para o final para derrubar tudo de vez, já que a audição esta chegando ao fim mesmo e para você ficar ainda por alguns minutos sentado incrédulo.
A ultima música possui uma característica muito peculiar que eu aprecio muito porém passa despercebido por muitos, que é a criatividade do baterista Vinnie Colaiuta ao inverter em um certo momento o compasso da bateria em relação ao ritmo principal.
Como se já não bastasse tantos adjetivos, não posso deixar passar o uso da Silent Guitar do Lee Ritenour. É um violão que não tem caixa natural de amplificação, ela tem um miolo principal, que é o corpo do instrumento e uma armação externa para dar o formato. É fabricado assim exatamente para se tornar um violão silencioso, que o musico pode usar em casa, durante a madrugada para estudar sem acordar o cachorro. Quando ligado em um amplificador, tem um som muito agradável e macio. Nesse álbum, suas notas chegam a ser percussivas devido à forma como é tocado criando uma dinâmica muito atraente.

Lee Ritenour & Silent Guitar

Tenho que reservar essas linhas finais para falar especificamente sobre a qualidade da gravação. Na verdade, sobre a masterização.
Já citei diversas vezes em meu blog o nome Doug Sax (e vou continuar sempre citando), que é o lendário dono da extinta Sheffield Lab, q que agora comanda o Mastering Lab, onde justamente esse trabalho foi lapidado.
Tenho que dar 50% de crédito por ser um dos meus CDs favoritos à genialidade desse engenheiro de áudio que faz coisas inacreditáveis em suas masterizações, que acabam se tornando verdadeiras obras de arte.

Doug Sax

É uma gravação perfeita, com uma presença marcante de graves e sub-graves colocados de forma estratégica, onde só percebem aqueles que tem condições para isso. A faixa 13, Motherland é um exemplo claro disso.
Quanto assunto um CD pode gerar. Não estou escrevendo tudo que quero para não se tornar muito longo. Ao ouvir faixa por faixa, vamos ligando suas características técnicas e artísticas e assimilando o trabalho como se fosse uma única história, fruto de uma concepção que os artistas criaram para ela, onde só ouvindo o trabalho inteiro, música após música, para desfrutá-la em sua totalidade.

Abraços e obrigado pela leitura
Leonardo

Dire Straits e Mark Knopfler

09/02/2012

Como é bom relembrar bons e velhos tempos.
Eu já ouvi muito Dire Straits. Era minha banda favorita quando tinha 14 anos. Love Over Gold e Making Movies eram os trabalhos que eu mais gostava, principalmente pelas músicas mais extensas, com diversos climas. Esses dois trabalhos não eram (e não são) os que faziam mais sucesso, Dire Straits sempre foi sinonimo de Sultans of Swing e Brother in Arms.
Há aproximadamente 20 anos atrás, ainda morando com meus pais, eu vi o comercial deste CD na televisão, fui até uma loja de discos e o comprei. Esse ritual que amo fazer até hoje, apesar de cada vez mais estar comprando pela internet.
On Every Street também não é o mais reconhecido trabalho da banda. Foi o último disco de estúdio deles e vendeu pouco. Apenas os que conhecem bem as características do Dire Straits e Mark Knopfler podem curtir esse trabalho em sua totalidade.
Este album me acompanhou durante anos, portanto não gosto muito que o critiquem. Eu fazia duetos com meu irmão (guitarra + teclado) e tocavamos alguns riffs desse CD.
Uma característica que me chamou muito a atenção na época foi o uso do steel guitar, uma guitarra elétrica deitada tocada com slide (aquele caninho de metal) por um músico sentado, adicionando um tempero country nas composições.
Alguns anos depois, morando sozinho, já muito bem equipado, retiro esse CD da estante, ao abrí-lo e ver a cor alaranjada da arte impressa no disco, muitas lembranças, momentos e flashes de anos atrás me vem a cabeça.
Ao colocar no CD Player Rega, ligado ao meu belo valvulado, descubro uma gravação de qualidade ali escondida, a supresa que este trabalho estava guardando para mim, para um futuro não muito distante, para que eu não o esquecesse jamais.

Alguns anos ainda para frente, já casado, com filho e, ainda mais equipado, passeando numa loja de CDs encontro para vender este CD solo do Mark Knopfler. Feito não só por ele, mas também por alguns de seus colegas da época anterior.
Quando ouvi esse trabalho fiquei muito feliz. É uma gravação recente, de um músico que fez parte de muitos momentos passados, todas as características de Mark Knopfler e também do legado On Every Street ainda estão lá. Se no passado tinha steel guitar com tempero country, agora temos violino com pitadas folk.

E a história se repete.
Como é bom relembrar bons e velhos tempos e como é melhor ainda viver belos e novos dias.

abraços
Leonardo

Marcus Miller – Marcus (Concord Jazz)

19/11/2011

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Certa vez, a bons anos atrás, em um dos encontros com meus colegas do áudio, estava conversando com meu amigo David Kon, um grande projetista de áudio, sobre alto falantes para graves (também conhecidos como subwoofers). Na ocasião eu disse para ele que eu queria uma combinação amplificador/falante que resultasse em graves profundos, precisos e rápidos. Ele olhou para mim e disse: todo mundo quer graves profundos, precisos e rápidos.
Na verdade, o que eu queria era simples: resposta em freqüência com baixo tempo de reverberação em baixas frequências, só que eu só fui descobrir isso algum tempo depois.
Na época, eu acreditava que o segredo estava no falante e no amplificador, porém eles são apenas uma parte (talvez uma pequena parte para aqueles que sempre usam boa eletrônica e bons falantes).
Toda sala comum tem um tempo de reverberação de graves consideravelmente maior que médios e agudos. O que acontece é que todo o grave (principalmente baixo acústico) é carregado com muitas harmônicas em médios e agudos e esses são os elementos que definem sua posição na imagem estéreo. Acabamos aceitando os graves como bons. Não porque eles são bons, mas sim porque suas componentes medias e agudas causam uma sensação de baixo tempo de reverberação de baixas freqüências. Na verdade, neste caso, temos um grave embolado disfarçado de definido.
Não adianta termos o melhor amplificador do mundo nem o melhor falante do mundo se o tempo que uma nota Si (aprox. 60 hz) é de 0,5 segundo. Qualquer fraseado em semi-colcheia será medíocre porém suas harmônicas superiores irão enganar o ouvinte que irá realmente acreditar que tem um bom grave, afinal de contas pagou caro pelo equipamento.

Photobucket

Este trabalho do Marcus Miller reflete bem o que expliquei acima. Ele é um multi-instrumentista bem conceituado, requisitado por muitos outros músicos e que tem poucos trabalhos próprios.
Eles mistura diversos estilos, jazz, pop, hip hop, musicas cantadas, apenas instrumental, etc.
É um músico que toca com energia e bastante slap’n tap, gerando um som grave com boa gama de harmônicos superiores.
O resultado de se ouvir esse trabalho em salas comuns é satisfatório, mas escutar em salas preparadas para graves é muito mais confortável pois podemos perceber claramente o encadeamento da cada nota tocada por Marcus Miller.

Abraços
Leonardo

Scott Kinsey – Kinesthetics (Abstract Logix)

07/11/2011

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Scott Kinsey é um tecladista/pianista muito técnico e criativo. Ele não apareceu aqui no blog por acaso. Já publiquei aqui sobre o baixista Gary Willis e a relação entre os dois é que ambos fazem parte do Tribal Tech, um conjunto de jazz contemporâneo que eu gosto muito.
Sempre gostei muito do Tribal Tech por ser uma banda de jazz que explora ritmos, harmonias e melodias fora do usual. É um prato cheio para pessoas que como eu sempre procuram música de qualidade que seja original e, é claro, com boa técnica de gravação.

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O guitarrista do Tribal Tech, Scott Henderson, já fez um show aqui no Brasil, o teatro do SESI. Na ocasião estive presente com minha esposa. Para ser sincero não gostei muito do evento, achei as musicas apresentadas muito pesadas, bem diferente do que eu estava habituado a ouvir.
Ao escutar este CD do Scott Kinsey e já conhecendo o trabalho do baixista Gary Willis, cheguei a conclusão que estes dois músicos são os grandes nomes por trás da genialidade do Tribal Tech.
É interessante ouvir esse trabalho conhecendo o significado de “kinesthetics”: a estética do movimento. Scott procurou usar temas pré definidos e muita improvisação. Em cima disso, colocou uma riqueza enorme de texturas, percussão, harmonias e melodias incomuns, formando uma fluidez com muita informação estética.
Além de ser extremamente criativo, ele é muito bom produtor e conhece muito bem a técnica de gravação, mostrando que sabe o que significa alta fidelidade.
É um trabalho técnico e ao mesmo tempo artístico, criando muito movimento, com extrema beleza.

Abraços
Leonardo

Anthony Wilson Nonet – Power of Nine (Groove Note)

04/07/2011

Eu decidi ter todos os CDs desse musico sofisticado depois de ouvir o primeiro CD que apresentei aqui tempos atrás. Esse já é o terceiro trabalho do Anthony Wilson que aparece por aqui.
Quando comprei esse album, estava achando que receberia mais um trabalho de sua formação Anthony Wilson Trio, mas nem reparei que esta se chama Anthony Wilson Nonet, ou seja, tem 9 integrantes (apesar de ter contato 10 músicos, excluindo a participação especial da Diana Krall) e o título Power of Nine (A força dos nove).

A diferença marcante desse trabalho para os outros apresentados aqui é a presença dos metais: Sax Barítono, Trombone, Sax Tenor, Sax Alto, Sax Soprando e Trompete. Eles formam uma cama muito macia, apesar de parecer ao contrário, e os solos individuais são muito sedosos, especialmente do sax barítono.
Quando comecei a ouvir, estranhei o estilo empregado, me pareceu um trabalho com músicas mais previsíveis. Engano meu. Conforme as faixas foram tocando (eu sempre ouço o CD inteiro, música após música, ouvindo cada detalhe) eu fui percebendo que é um disco muito intrigante: Rico, complexo, com toques melancólicos, caótico, progressivo e dissonante. Bastante diferente dos outros trabalhos, que são mais melódicos. Não é um trabalho fácil de se ouvir, porém é um trabalho de extrema genialidade e criatividade.
A qualidade da gravação é igualmente genial, de alto padrão da Groove Note. Cada metal no seu lugar, permitindo perceber a distância que separa cada instrumento.

Da mesma forma que contei um músico a mais, contei uma música a mais, a faixa 12 (Bird in a Basket), excelente por sinal, provavelmente um bonus, está gravada porém não está listada no encarte. Por fim, a música 11, Power of Nine, onde podemos sentir de forma bem concreta a força…. dos nove.

abraços
Leonardo

Di Meola plays Piazzolla (Bluemoon Records)

25/04/2011

Quando estive em Buenos Aires em 2010, perto do Hotel havia uma avenida com varias lojas de CDs. Gastei um dia inteiro garimpando coisas boas nessas lojas e o álbum que estou apresentando aqui foi um deles. A princípio não me interessei muito por ele pois estava um pouco mais caro que os outros, mas o nome Al Di Meola e o selo Bluemoon me fizeram comprá-lo, pois já tenho alguns títulos dessa gravadora e sempre são muito bem gravados.
Muitos países tem seus ícones musicais internacionais. O Brasil tem Tom Jobim e Villa Lobos, a Argentina tem Astor Piazzolla (entre outros, em ambos os países, claro). Ouvi esse CD recentemente devido a um processo que estabeleci de ouvir toda minha coleção de CDs por ordem alfabética. Gosto de fazer isso porque acabamos descobrindo coisas boas que estavam paradas a muito tempo.

É um trabalho muito fácil de se ouvir. A combinação de violão, acordeon e violão clássico foi feita de forma bastante suave e eu quis até aumentar o volume. Apesar de ser basicamente um gravação de poucos instrumentos, com pouca percussão em algumas músicas, quando comecei a ouvir achei que iria ouvir duas ou três músicas, pulando algumas faixas para não ficar sonolento. Que nada, ouvi do primeiro ao último segundo completamente compenetrado na riqueza musical de Astor Piazzolla interpretada pelo Al Di Meola.

Gostei muito das músicas 4, 7 e 9, sendo as duas últimas com uma qualidade de gravação diferenciada e a faixa 4 (Tango Suite part II) mostrando a característica contemporânea fusionista do Al Di Meola. Na faixa 9 (Milonga Del Angel), ele toca um violão solo mostrando porque deixou a guitarra elétrica de lado durante um bom tempo.

abraços
Leonardo

Ola Pessoal – Twitter

22/02/2011

Meu blog anda meio parado. Ultimamente estou tendo pouco tempo para escrever sobre meus discos.
Mesmo assim, estou tentando sempre escrever em meu twitter: @Leo_MP

abs!
Leonardo

David Benoit – Here’s to you, Charlie Brown (GRP)

13/08/2010

Faz muito tempo, eu ainda via desenho na TV e gostava muito do Snoopy, principalmente do Schroeder tocando Beethoven em seu pianinho. Sempre achei um desenho bastante diferente, principalmente pelas trilhas sonoras, um jazz muito bem tocado.
Algum tempo atrás, enquanto eu procurava CDs para comprar no site da CD Universe, estava vendo os títulos do pianista David Benoit e apareceram alguns relacionados a esse tema. Um deles é o que vos escrevo agora, Here’s to You, Charlie Brown.
É trabalho basicamente com as músicas de Vince Guaraldi, que foram escritas exclusivamente para os shows do Snoopy, todas em estilo Jazz. David Benoit também foi responsável em criar trilhas sonoras para o desenho, por isso tanta influência.

As músicas são maravilhosamente tocadas pelo músicos de alto gabarito, é um CD para se ouvir inteiro.
Eu confesso aqui alguns pontos que me chamaram atenção nesse CD sem mesmo tê-lo ouvido: É um trabalho do pianista David Benoit, é da GRP, é produzido por Tommy LiPuma e é gravado e mixado por Bill Schnee.
Esses parâmetros já são suficientes para mim (e para alguns amigos!). Eu fiquei torcendo para que ele tivesse sido masterizado pelo Doug Sax (dono do Mastering Lab). Por que? Primeiro porque se é GRP, produzido pelo LiPuma e gravado pelo Bill Schnee, a probabilidade de ter o Doug Sax no meio é muito alta. E outro motivo: Se o time estiver completo, a probabilidade de ser uma gravação impecável e maravilhosa é também muito alta!
Quando eu abri o encarte, pude ler Mastered by Doug Sax at Mastering Lab. Exatamente como previsto.
O mais interessante aconteceu quando coloquei o CD para tocar pela primeira vez. A primeira faixa, Linus and Lucy, começa com a versão original da música em fita, com uma qualidade de gravação ruim. Isso assusta bastante, cheguei a pensar que o CD inteiro seria daquele jeito, o que iria contrariar todas as minha estatísticas citadas acima. Depois de alguns instantes, um piano começa a aparecer na direita, ameaçando entrar junto. Enfim, após uma pequena parada, a banda entra com tudo, mostrando o que o Bill Schnee e o Doug Sax são capazes. Eu quase chorei na hora. Tive que apertar o pause para me conter porque parei de prestar atenção na música de tão extasiado. É lógico que foi um truque deles para pegar nós sortudos que escutam música em aparelhos de alta qualidade.
Já li reviews ditos oficiais desse CD que criticaram o uso da fita original na primeira faixa, com certeza esse pessoal tem uma limitação por não terem conseguido interpretar a mensagem, afinal, não são só os músicos que fazem a arte, eu sempre falo isso.
Será que depois de tudo o que eu escrevi, você vai conseguir não ter esse trabalho em sua coleção?

abraços
Leonardo